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Hábitos no ensino de idiomas

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Quando criá-los e quando mudá-los para tornarmos aulas mais motivadoras e significantes?
É necessário criarmos hábitos ao aprender um idioma?
Como você, professor de idiomas ajuda seus alunos a criarem um hábito saudável e produtivo durante o curso?
Este post o estimulará a refletir sobre estes aspectos que poderão auxiliá-lo a lidar melhor com seus alunos para que consigam ótimos resultados.

Quando verifico a palavra “hábito” logo penso em atividades simples que realizamos todos os dias, tais como, lavar o rosto, escovar os dentes, tomar banho, alimentar-se devidamente,etc. Lembro-me destes hábitos rotineiros que nos ajudam a nos manter vivos e saudáveis.
Porém, quando nos referimos ao aprendizado de outros aspectos ou assuntos, tais como uma língua estrangeira, esquecemos de algo fundamental para a sua assimilação: o hábito da prática.
É muito comum encontrarmos alunos relutantes em fazer a tarefa de casa e simplesmente esperar que aprendam o idioma como se fosse um passe de mágica. Presenciamos também alunos esforçando-se ao máximo para conseguirem uma boa nota no teste e “esquecerem” parte da matéria após a realização do mesmo.
Isto acontece principalmente porque um hábito não foi adquirido, um envolvimento maior com o idioma estrangeiro não foi criado. Por isso, podemos encontrar alunos tão insatisfeitos com o resultado, que até desistem dos cursos por não estarem percebendo melhoras em sua produção.
Como evitar que isto aconteça? Como fazer com que alunos assimilem e produzam o idioma de forma eficaz?
Lembre-se primeiramente, que você, professor de idiomas, já é pela sua própria função, um aprendiz de sucesso. Se você não tivesse sucesso em seu aprendizado, jamais seria um professor.
Contando com a sua experiência bem sucedida, tente recordar-se do que você fazia, como aluno, para aprender o idioma devidamente.
No meu caso, por exemplo, recordo-me que adorava retirar fitas cassetes da biblioteca da escola em que estudava, e as escutava de tempos em tempos em casa. Eram canções, histórias para aprendizes que poderiam até estar num nível inferior ao meu. Porém, eu não me importava com isso. O importante para mim naquele momento era o prazer de escutar algo em inglês.
Também lia revistas em inglês por lazer, e mesmo não compreendendo palavra por palavra, gostava de entender o contexto geral e aprender algo interessante sobre o assunto a ser abordado. Gostava de ler livros originais em inglês sobre assuntos que me interessava, como por exemplo, artes e nutrição. Era interessante adquirir conhecimento sobre tópicos diversos no idioma em questão.
Apreciava ler livros mais leves em inglês , tais como pequenas histórias, romances, por pura diversão. Assistia a peças de teatro em inglês e participava de seus “workshops” onde pude entrar em contato com atores e atrizes ingleses…era fantástico!!! Assistia a filmes em inglês sem legenda. Na época a escola passava filmes de sucesso no teatro para aqueles alunos que tivessem interesse e pudessem assisti-los fora do horário de aula.
Tinha o hábito de fazer as tarefas e prestava muita atenção no “feedback”dos professores. Estudava gramática e escutava músicas tentando entender as letras.
Ou seja, como aluna, dedica-me bastante e acredito que seja também por isso que me tornei uma professora de inglês.
Como professora, tento mostrar aos alunos a importância da dedicação e determinação para que resultados sejam obtidos. Porém, sabemos muito bem que não adianta apenas mostrar e chamar a atenção dos alunos. O que precisamos fazer, ou tentar fazer, é envolvê-los de tal forma que a motivação externa (tais como um bom emprego, o incentivo dos pais ou uma grande viagem) se transforme em motivação interna (o gosto pelo idioma, o prazer, o comprometimento).
Vejo que hoje em dia, pelo menos no que diz respeito ao ensino do inglês, os estímulos são vários como a internet, a TV a cabo, o DVD, as publicações que chegam nas livrarias em inglês, etc.
Porém, verificamos também alunos que não se dedicam aos estudos apesar do grande apelo e estímulo externo. Posso até identificar aprendizes que ficam “perdidos” com tantas informações e profissionais que acreditam que“hoje só não aprende inglês quem não quer aprender o idioma”.
Por que então encontramos estudantes que não se consideram e não estão fluentes no idioma? Por que então encontramos alunos que não conseguem obter os resultados esperados?
Talvez devido a uma boa dose de disciplina, orientação adequada e principalmente a criação de “hábitos”.
É muito fácil encontrar deficiências no trabalho escrito de um aluno que não tenha adquirido o hábito de escrever, por exemplo.
É muito comum verificarmos nervosismo e erros na produção de um aluno que não tenha criado o hábito de falar.
Acredito que se quisermos realmente dominar algo, como um idioma, precisamos criar um hábito.
Mesmo aqueles alunos que já passaram por todos os níveis e terminaram o curso, se não criarem o hábito de estar sempre em contato com o idioma, fatalmente perderão um pouco sua fluência.
Hábitos estão relacionados com algo que fazemos como rotina e de forma automática, e se conseguimos criá-los em nossos estudos, iremos realmente progredir “sem perceber” o esforço.
Quando o aprendizado é adquirido de forma gradativa e natural, pode-se sentir um grande prazer e o progresso que se consegue geralmente se mostra duradouro.
Vejo que com meus alunos, consigo muitas vezes que criem o hábito do aprendizado informal como o entendimento de filmes e programas na TV a cabo, a leitura de materiais específicos em inglês, revistas, acesso à internet, etc.
No entanto, sinto uma resistência maior da parte deles quanto ao ensino formal, ou seja, aquele ligado ao curso que ministro, onde existem tarefas a serem executadas, trabalhos escritos e testes.
Por isso, procuro manter contato com meus alunos diariamente através do envio de mensagens em inglês por e-mail que vão desde um teste de gramática geral até piadas.
Por exemplo, na 2a feira envio um teste de gramática, na 3a um pensamento para ser completado, na 4a uma curiosidade a respeito de uma expressão em inglês, na 5a uma dica para conversação e uso do inglês e na 6a uma dica para ajudar o aluno a ouvir melhor e expressar-se melhor ou uma piada.
Além disso, envio um “follow up” sobre as aulas dadas, com exercícios relacionados ao que foi dado para uma melhor assimilação.
Como trabalho principalmente com alunos que utilizam o computador o dia todo em seus serviços, aproveitei a oportunidade para mantê-los ligados ao inglês de forma sistemática, monitorada, criando-se hábitos.
Tenho tido resultados positivos com esta experiência, e pude verificar alunos que não faziam tarefa alguma envolvidos e produzindo algo.

Para encerrar este post, gostaria de compartilhar com vocês 10 dicas que costumo dar a meus alunos, logo no início do curso.
Aqui estão elas:

DICAS ÚTEIS PARA MELHORAR SEU IDIOMA

1) Faça a tarefa de casa sugerida.
2) Escute o CD em casa.
3) Faça uma revisão das lições e vocabulário em casa.
4) Não conte somente com as aulas. Você precisa estudar em casa ou fora do horário da aula.
5) Use o português somente para ajudá-lo a solucionar dúvidas.
6) Tente usar palavras e frases que você já conheça no segundo idioma.
7) Faça o melhor! Pratique!
8) Seja positivo! Não diga: sou velho demais para estudar um idioma. Use sua experiência de vida e maturidade para ser um aluno melhor!
9) Seja paciente e aproveite o curso!
10) Aprender um idioma pode ser comparado com o ato de viajar:
Se você se concentrar somente no destino, você pode ficar cansado durante o caminho
Se você se concentrar somente no caminho, você pode se perder ou ficar distraído.
Entretanto, se você quiser ter uma boa viagem, aproveite o caminho e saiba onde está indo.
Se você se perder, use um mapa ou tente pedir ajuda a alguém.
Espero que aproveite seu curso e alcance seus objetivos!
“TENHA UMA BOA VIAGEM”
PS: Use estas dicas de vez em quando como referência!

Com estas dicas como referência, pretendo criar um hábito junto com o aluno: o da dedicação e aprimoramento monitorado.
Desta forma, ambas as partes, aluno e professor trabalharão bastante para um objetivo comum: o de ficar fluente no idioma.
E você, caro profissional de idiomas, como faz para que seus alunos criem o “hábito de estudar”?
Compartilhe suas ideias! Será um prazer contar com sua participação!

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