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Fluency and fun with fascinating word origins

The English language is extremely rich and varied. David Crystal estimates that there are up to 2 million words, the Oxford English Dictionary has over 600,000 and 25,000 new words are added each year. An educated native speaker uses 30-50,000 words. Research indicates that native speakers also know over 250,000 lexical chunks of language. These strings of frequently co-occurring words, multi-word units with a single meaning such as collocations, phrasal verbs, and idioms make up between 25% to 50% of language used by native speakers. This is a daunting prospect for anyone starting to learn English and wishing to achieve native-like fluency. In the early stages learners can achieve reasonably good, basic communication with around 3,000 of the most common words. However, a major problem arises when learners reach the intermediate plateau when they often sense they are not making any tangible progress and feel frustrated.

A huge amount of very common, everyday words and expressions have been in existence for centuries. They are fixed in form and even when the words are known they usually cannot be taken literally, and it is often impossible to guess their meanings. A particular word or phrase is often the correct one in specific circumstances and is the natural and preferred way of expressing a particular idea for native speakers. These have become linguistic conventions, standard expressions and a normal part of natural, everyday conversations. This is an extremely problematic area for learners of the language. Mastery of these words and chunks of words facilitates fluency, both in language production and reception. This also empowers students, makes them feel more confident, seem more proficient and idiomatic and impresses the other speaker/s, especially if they are native-speakers.

So how can we help our learners to master this complex but common, everyday language? Many years ago, I was teaching English to multinational groups of advanced learners in London. A postgraduate student was very worried after a meeting with his supervisor who kept using an expression with the word ‘gun’. The foreign student did not understand or remember the exact phrase, but naturally assumed he was doing something wrong. I thought for a while, then suggested he may have said – ‘You’re jumping the gun’ – and I was right. I then explained to him that this simply meant that he was doing something before the appropriate time and should deal with the issue later. Totally bewildered, he asked me why we say that. I had no idea but I decided to find out.

It was then that I discovered that a huge number of very common words and phrases have fascinating and entertaining origins. Knowing why we use a particular word or expression makes it easier for learners to understand, easier to remember and then actively use themselves with ease and confidence. The story of the origin often registers in a multisensory way in the brain – you can see, hear and feel it in your imagination – and this anchors the new language in the long-term memory. I have been researching the fascinating and often curious origins of very common, everyday English for many decades and this has become an integral part of my own teaching and that of many other teachers. Students really enjoy a good story and rapidly gain both more receptive and more productive fluency.

It is always important to give example sentences in English and a clear explanation of the origin. This can be in the students’ native language since the important thing is fully understanding the origin and how to correctly and appropriately use the language. For example, the explanation for the expression my student had problems with is this:

TO JUMP THE GUN

Começar algo antes do tempo; chegar a uma conclusão precipitada

You’re jumping the gun. Wait.

Você está tirando uma conclusão precipitada. Espere.

Esta expressão vem do atletismo. O início de uma corrida é frequentemente marcado com o tiro de uma pistola, gun. Em inglês, o atleta que começa a corrida antes do sinal de partida está jumping the gun, ao pé da letra, “pulando a pistola”.

No sentido figurado, to jump the gun é “falar” ou “fazer algo antecipadamente”, sem saber se é conveniente ou correto.

Many of these fascinating origins can be classified into different and common sets, like this example from sports. Here are just a few more examples for your enjoyment and edification.

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TO KNOW THE ROPES

Entender bem do assunto; estar a par das coisas

If you have any problems, ask John. He knows the ropes.

Se tiver qualquer problema, pergunte para o John. Ele entende bem do assunto.

Esta expressão vem dos marinheiros, que na época dos navios a vela tinham de conhecer muito bem os mínimos detalhes dos complexos conjuntos de cabos, ropes, do navio e saber manobrá-los. To know the ropes significa, então, ser profundo conhecedor de um assunto, principalmente em relação a qualquer tipo de trabalho. Quem ainda não sabe pode “aprender”, em inglês, to learn the ropes.

OTHER LANGUAGES

CHOP‑CHOP

Rapidamente; sem demora

Come on, let’s go! Chop‑chop!

Venha! Vamos! Rápido!

De um dialeto chinês kap kap, significando rápido, esta expressão entrou na língua inglesa no século XIX. Da mesma origem temos também chopsticks, os pauzinhos que os chineses, japoneses e coreanos usam para comer. O nome em chinês traduzido é algo como “os ágeis, os rápidos”. Pode até ser para os orientais, mas para os ocidentais novatos sem iniciação na técnica é outra história!

OLD CUSTOMS

COLD SHOULDER

Indiferença; desprezo

She gave him the cold shoulder.

Ela o tratou com desprezo.

Nos tempos medievais, a comida dos criados nas casas dos nobres era carne de carneiro, especificamente do dorso ou da cernelha, shoulder, do animal. Quando o anfitrião oferecia, então, esse pedaço de carne e ainda por cima frio para algum convidado, era sinal de que o mesmo estava sendo mal recebido e desprezado.

CARD GAMES

TO PASS THE BUCK

Passar a responsabilidade para outra pessoa

The lawyer was trying to pass the buck.

O advogado estava tentando passar a responsabilidade para outrem.

To pass the buck é uma expressão americana que tem sua origem no jogo de pôquer. O jogador com a responsabilidade de dar as cartas colocava uma faca à sua frente. O cabo da faca era feito de chifre de cervo, em inglês, buckhorn. Depois de dar as cartas, o jogador passava a faca, passed the buck, para a próxima pessoa com essa responsabilidade. Usa‑se a expressão hoje para significar livrar‑se de uma responsabilidade que é sua e passá-la para outrem. Esta prática é chamada de buck‑passing.

WARS

TO HIT THE GROUND RUNNING

Ter entusiasmo e sucesso desde o início de qualquer atividade.

He hit the ground running with his new company.

Ele teve muito sucesso desde o início com sua nova empresa.

Esta expressão nova, do século XX, vem da linguagem militar. A metáfora é sobre um soldado que pula de uma barcaça de desembarque militar ou de um helicóptero, ou que chega à terra de paraquedas. Quando ele atinge o chão, hit the ground, costuma sair correndo, running, pronto para ação. A expressão passou da área militar ao uso geral para significar ter sucesso logo no início de qualquer atividade e continuar numa velocidade acelerada, com energia e entusiasmo.

 ANIMALS 

TO LET THE CAT OUT OF THE BAG

Revelar um segredo ou uma fraude

He let the cat out of the bag about the company’s new policy.

Ele revelou o segredo sobre a nova política da empresa.

Nos mercados e feiras livres medievais, alguns comerciantes inescrupulosos costumavam colocar um gato no saco, em vez de um leitãozinho, para tentar enganar o freguês incauto. O comprador prudente sempre pedia para abrir o saco para verificar o conteúdo e, se fosse revelada a fraude, literalmente ele deixava o gato sair do saco — he let the cat out of the bag.

PROVERBS

EARLY BIRD

Madrugador; pessoa que chega cedo; pessoa de ação

You’re an early bird. The course hasn’t started yet.

Você chegou cedo. O curso ainda nem começou.

Em inglês, a expressão early bird significa uma pessoa que acorda cedo, começa a trabalhar antes dos outros, chega antes dos outros, enfim, que aproveita todas as vantagens e chances de sucesso e de atingir objetivos que esse comportamento pode trazer. A expressão vem do provérbio The early bird catches the worm, que, ao pé da letra, seria “O pássaro que madruga pega a minhoca”. Em português, o provérbio é “Deus ajuda quem cedo madruga”.

Suggestions

Um tesouro de valiosas informações, este livro atende às necessidades de qualquer pessoa que queira aprimorar rapidamente suas habilidades em inglês e usar de forma correta e com confiança as palavras e expressões usadas normalmente por falantes nativos de inglês. É leitura prazerosa e cativante, imprescindível para: alunos de inglês de qualquer idade, e de todos os níveis; professores de inglês; tradutores e intérpretes; executivos e profissionais liberais; pessoas que pretendem viajar ou morar em países de língua inglesa; aqueles que querem melhorar seu conhecimento de inglês.

Jack Scholes

Jack Scholes is an international teacher trainer and conference speaker with over 40 years experience in ELT. He is the author of many books for language learners and teachers including Why do we say that? Por que dizemos isso?.

Bibliografia
Blog Denise Santos: https://denisesantos.com/blog/
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